Inês Malhado shows

Repórter 360

O pior cego é aquele que não quer ver.

Foi na capital do Alentejo que nasci, numa altura em que a cidade extramuros estava a crescer. A minha infância foi passada entre a escola e a casa da minha avó materna. Sempre me incentivou a ler, nem que fossem as revistas cor-de-rosa que comprava todas as manhãs na papelaria do bairro. Apercebi-me, desde cedo, de que não tinha tido as mesmas oportunidades do que eu. Entre os programas da tarde e o chá acompanhado por bolachas maria com manteiga, havia sempre tempo para ouvir histórias sobre a juventude da Luísa Maria ou sobre o avô que nunca cheguei a conhecer. Aprendi a ouvir os outros. Quando me liguei a causas sociais e à luta ambiental percebi que poderia fazer a diferença ao usar as palavras. Para além de ser curiosa, inconformo-me muitas vezes com aquilo que está a acontecer no outro canto do planeta. Foi assim que surgiu a ideia de querer ser jornalista. Com a FM descobri o bichinho pelas reportagens em áudio.

Curso: Jornalismo

Maior Sonho: Ver ao vivo e a cores as auroras boreais na Noruega

Maior Medo: Não viver o tempo suficiente para ler todos os livros que quero

Duas músicas: “O Primeiro Dia” – Sérgio Godinho e “Wild World” – Cat Stevens

Um livro: “Violeta e a Noite”, de Urbano Tavares Rodrigues

Momento histórico que gostavam de ter vivido para noticiar: 25 de Abril de 1974



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