Comunicar a política

Written by on Março 22, 2020

Comunicar a política
Autor: Serviço de Comunicação da ESCS
Conteúdo retirado automaticamente da página institucional da Escola Superior de Comunicação Social
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PERFIL JORN: MARIANA LIMA CUNHA

Após ter cofundado o Panorama, um site de Política para jovens, Mariana Lima Cunha deu o salto para o Expresso, onde é, hoje, Jornalista.

Mariana Lima Cunha gosta muito de ler e de escrever, desde tenra idade. Na altura de se candidatar ao Ensino Superior, pensou num emprego no qual pudesse exercer esta paixão. Através de outras pessoas que já tinham estudado na ESCS, teve conhecimento da licenciatura em Jornalismo e da componente prática do curso, e, por isso, resolveu candidatar-se. “Apetecia-me experimentar, pôr-me à prova e perceber se o Jornalismo, na vida real, fazia algum sentido para mim”, explica.

Mariana Lima Cunha é licenciada em Jornalismo.
Fotografia: Gabcom (Serviço de Comunicação da ESCS)

Desenvolver competências

Mariana entrou na ESCS em 2012. A antiga estudante conta que as aulas do Prof. Jorge Trindade a marcaram particularmente. “Técnicas de Expressão do Português foi, de longe, a minha disciplina preferida do curso”, afirma. “Tivemos atividades que ajudaram a desenvolver a escrita, lemos muito e estimulámos a criatividade. Por isso, foi muito gratificante”, completa. Por seu lado, em Sociologia Política e Opinião Pública, com o Prof. Filipe Montargil, debateu questões ligadas à área em que trabalha atualmente. A escsiana destaca, ainda, “todo o conhecimento” adquirido nas aulas práticas (nomeadamente, as de Televisão) e a oportunidade de ter tido seminários de Rádio com o docente e jornalista Francisco Sena Santos.

Devido ao seu gosto pela escrita, a escsiana destaca, em particular, as aulas do Prof. Jorge Trindade.
Fotografia: Gabcom (Serviço de Comunicação da ESCS)

Da passagem pela Escola, Mariana recorda, ainda, o facto de ter feito parte do grupo de alunos que participou num protocolo de cooperação estabelecido entre a ESCS e a Associação CAIS. A parceria dava a oportunidade aos alunos de Jornalismo de se envolverem no dia-a-dia da associação, criando conteúdos para a sua revista. “Foi a minha primeira experiência num contexto um bocadinho mais profissional”, refere.

A passagem pelas atividades extracurriculares

A antiga estudante foi “muito ativa” nas atividades extracurriculares da ESCS. Coordenou os noticiários da ESCS FM e passou pelo 8.ª Colina e pela ESCS MAGAZINE. Em paralelo, foi revisora do Bola na Rede, um órgão de comunicação social que nasceu na Escola (fundado pelo escsiano Mário Cagica) e que, na sua opinião, “serviu de escola a muita gente”. Da participação nestas atividades, a jovem destaca o “trabalho em equipa”, que a ensinou a “lidar com pessoas diferentes”, e a aquisição de outras valências, para além das que obteve em sala de aula. “Sobretudo, acho que os núcleos nos incentivam a não ter medo de experimentar, arriscar e errar”, considera.

A antiga estudante foi “muito ativa” nas atividades extracurriculares da Escola.
Fotografia gentilmente cedida por Mariana Lima Cunha

Política para jovens

Na ESCS, Mariana participou no programa de debate político da ESCS FM “É isso tudo”, do qual também faziam parte os colegas José Pedro Mozos e Miguel Viterbo Dias. No 3.º ano do curso, decidiram fundar o Panorama, com o objetivo de aproximar os jovens da Política. A escsiana conta que sempre se interessou “pela atualidade e pelos temas políticos, em particular”. Foi a partir destes trabalhos que começou “a ser claro”, para si, a área na qual queria investir, no seu futuro.

Mariana com José Pedro Mozos (à esq.) e Miguel Viterbo Dias (à dir.), com quem fundou o Panorama.
Fotografia gentilmente cedida pelos escsianos

A antiga estudante diz que, ainda hoje, se cruza, no Parlamento, com deputados mais jovens que escreveram artigos de opinião para o site. Apesar de, neste momento, o Panorama estar parado, a escsiana lembra os fatores positivos do seu envolvimento no projeto, como a coordenação de equipas, os briefings sobre os temas do dia e o trabalho jornalístico. “Nós contactávamos pessoas, tentávamos arranjar declarações e entrevistas. Foi uma experiência fantástica que, embora agora seja difícil de conciliar com os nossos trabalhos, continua a ser muito importante para nós”, reflete.

Erasmus+ na República Checa

No 1.º semestre do 3.º ano da licenciatura, Mariana viajou até Brno, na República Checa, para viver a sua aventura de Erasmus+. A escsiana considera que a experiência “ajuda qualquer pessoa a sair da sua zona de conforto”, por ter de se adaptar aos hábitos de uma cultura diferente. Para além disso, pôde interagir com pessoas de outros países, que estudavam consigo ao abrigo do mesmo programa. “É uma das melhores experiências que eu [já vivi]. Fico muito contente por ter tido essa oportunidade na ESCS”.

Mariana fez Erasmus+ em Brno, na República Checa.
Fotografia: Gabcom (Serviço de Comunicação da ESCS)

Da ESCS para o Expresso

Quando terminou o curso, em 2015, Mariana começou a “enviar currículos furiosamente”, diz, com humor. A sua candidatura foi recebida por uma das publicações do grupo Impresa. “Ligaram-me a dizer que havia uma vaga de estágio para o Expresso e eu fiquei encantada, porque era exatamente o que queria fazer”, conta. Após o estágio, ficou a colaborar no jornal. “Houve uma altura em que escrevi sobre todo o tipo de temas. E isso deu-me um bom traquejo”, refere. Em 2017, foi convidada para integrar a equipa de Política. Começou por cobrir as questões relacionadas com o Parlamento, “uma ótima escola” para quem começa nesta área. Depois, passou a fazer a cobertura do CDS e, neste momento, está a dar os primeiros passos no Bloco de Esquerda e no PCP. “Já cobri congressos de todos os partidos, fiz entrevistas a líderes partidários, duas campanhas eleitorais. Na Política, é possível crescer muito, em pouco tempo”, reconhece.

A escsiana é jornalista do Expresso desde 2015.
Fotografia: Gabcom (Serviço de Comunicação da ESCS)

Hoje, divide o seu dia-a-dia entre a redação do Expresso e o Parlamento, produzindo conteúdos, ao longo de toda a semana, para o site, para o jornal diário digital e para o semanário. Muitas vezes, participa, também, no podcast Comissão Política, um formato que “consegue ser informativo e divertido ao mesmo tempo” e que conta com o contributo do também escsiano Rúben Tiago Pereira, na edição multimédia.

Ferramentas para experimentar

Mariana considera que a sua passagem pela ESCS lhe deu a preparação necessária para o mercado de trabalho.
Fotografia gentilmente cedida por Mariana Lima Cunha

Mariana explica que a aprendizagem que levou da ESCS “contribuiu muito” para o que faz hoje em dia, na medida em que chegou ao mercado de trabalho “um bocadinho mais preparada para deitar as mãos à obra, em temas bastante transversais”. A escsiana destaca, por um lado, “os conteúdos lecionados, ao nível da escrita e da Política”, e, por outro, as “ferramentas para experimentar”, que a levaram a “arriscar muito” e a tornar-se “numa pessoa mais confiante e dinâmica”. “Quem quer fazer Jornalismo sai bem preparado do curso e com uma bagagem que não é de menosprezar”, conclui.

 

Por fim, desafiámos Mariana Lima Cunha a responder a uma espécie de Questionário de Proust:

Um objeto essencial para o teu dia-a-dia.
Tenho de dizer o telemóvel. É muito típico, mas, seja para gravar, pesquisar coisas ou falar com fontes o dia todo, eu estou sempre agarrada ao telemóvel.

Uma cidade ou um país.
Nova Iorque.

Uma música ou uma banda.
The Beatles, sempre.

Um filme ou um realizador.
No cinema de autor, sou fã do Woody Allen. Dos meus filmes preferidos, é o Eternal Sunshine of the Spotless Mind, de Michel Gondry.

Um livro ou em escritor.
Gabriel Garcia Marquez, sempre. Em português, o José Saramago.

Uma série.
Fleabag.

Redação ou exterior.
Exterior.

Uma referência profissional.
Há vários nomes clássicos do Jornalismo internacional. E, a nível nacional, tenho imensos exemplos, a começar aqui pela redação. Eu trabalho numa secção de séniores e de jornalistas políticos superexperientes. Portanto, é uma mistura de referências nacionais e internacionais.

Quando for grande, quero ser.
Uma jornalista que se possa orgulhar de já ter tido um impacto em coisas que precisavam de ser alteradas. Ou que tenha tido um efeito real através das notícias que dei, das coisas que descobri e das histórias que escrevi.


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