Comunicação irreverente

Written by on Março 22, 2020

Comunicação irreverente
Autor: Serviço de Comunicação da ESCS
Conteúdo retirado automaticamente da página institucional da Escola Superior de Comunicação Social
Ver fonte

PERFIL RPCE: JOÃO AFONSO PARRA

Após a licenciatura em Relações Públicas e Comunicação Empresarial, João Afonso Parra tem construído o seu percurso profissional como Social Media Manager.

Na altura de se candidatar ao Ensino Superior, João Afonso Parra esteve dividido entre várias áreas. Embora Biologia tenha sido a sua primeira opção, candidatou-se, também, à licenciatura em Relações Públicas e Comunicação Empresarial (RPCE), aliciado pelo facto de poder vir a “trabalhar a comunicação de uma forma estratégica e empresarial”. “Acabei por entrar em RPCE, mas foi um acaso que correu bem”, afirma.

João Afonso Parra é licenciado em Relações Públicas e Comunicação Empresarial.
Fotografia: Gabcom (Serviço de Comunicação da ESCS)

Casos concretos e reais

João entrou na ESCS em 2013. Das aulas, destaca o 3.º ano como sendo “o mais desafiante”, na medida em que pôs “a mão na massa com casos concretos e reais”. O escsiano recorda, em particular, um projeto desenvolvido, em grupo, para a Odisseias, que apresentou no mesmo edifício onde viria a trabalhar nos dois anos seguintes. “Apresentarmos uma estratégia a um cliente real, que é uma empresa que tem uma quota de mercado gigante no nosso país, eles terem gostado e, depois, irmos relaxar para a praia foi o acabar um ciclo que nos deu um retorno imenso”, conta.

O escsiano destaca as unidades curriculares em que teve de trabalhar casos reais.
Fotografia: Gabcom (Serviço de Comunicação da ESCS)

Durante os três anos letivos, o antigo estudante participou, ainda, no E2. Primeiro, no departamento de comunicação, e, depois, como assistente de produção e repórter da rubrica “É cultura, pá”. “A parte de planeamento estratégico ajudou-me muito quando entrei em agência, porque o cargo é muito [semelhante ao] perfil de um social media manager: trabalhar com múltiplas equipas, gerir confrontos, expetativas, prazos”, explica.

Erasmus+ em Liubliana

No 4.º semestre, João viajou até à Eslovénia, através do programa Erasmus+. “Fui sozinho, com ideias pré-concebidas do país. Achava que as pessoas eram extremamente frias e que, se calhar, não me iria identificar. [Mas] eis que cheguei, aconteceu tudo e foi a melhor experiência da minha vida”, lembra. O escsiano destaca as amizades que fez e defende que “o Erasmus+ é, acima de tudo, uma forma de abrir horizontes e só o podemos fazer se formos com o espírito aberto”.

O jovem refere que a experiência de Erasmus+ abre horizontes.
Fotografia: Gabcom (Serviço de Comunicação da ESCS)

Percurso profissional

Logo após terminar a licenciatura, em 2016, o escsiano começou a estagiar na Fullsix Portugal, como Social Media Manager. O estágio deu lugar a um contrato de trabalho e por lá ficou quase dois anos. “Foi a minha segunda escola e adorei”, garante. Durante um ano, João trabalhou com a Caixa Geral de Depósitos. Depois, passaram-lhe pelas mãos marcas como a Milka, Ruffles, Sunquick e Ferbar. “No caso de alguns clientes, para além das redes sociais, também escrevia alguns artigos para os sites, [o que me] deu uma vertente de escrita editorial”, conta.

Em março de 2018, decidiu seguir a sua “mentora” da Fullsix, Cíntia Pereira, e mudou-se para a boutique criativa The Hotel. Nesta agência, aliou às valências anteriores a função de gestor de projeto. “Tinha a componente digital, mas queria experimentar trabalhar a marca fora da rede. E foi uma experiência extremamente gratificante”, refere. “Aprendi a pensar criativamente e a ter brio no que faço”, completa.

João tem traçado o seu percurso profissional na área dos social media.
Fotografia: Gabcom (Serviço de Comunicação da ESCS)

A oportunidade de abraçar um novo desafio surge em 2019. Na NOSSATM, o escsiano conseguiu, finalmente, alcançar um objetivo que tinha traçado desde que acabou a licenciatura: trabalhar um cliente irreverente. “Somersby é uma marca que me dá gozo”, confessa. Do seu dia-a-dia, destaca, ainda, o facto de conseguir “pensar estrategicamente as marcas e as redes sociais”, algo que está diretamente relacionado com o seu curso. “O meu pensamento estratégico vem de RPCE e eu sinto, agora, que quero manter-me no digital, a minha área de especialização, mas explorá-la de forma mais estratégica”, explica.

O trabalho de um Social Media Manager

João é responsável por fazer os calendários mensais das diversas plataformas de social media das marcas com as quais trabalha. Faz, também, a ponte com o cliente em relação a “aprovações, novas ideias e tendências que surjam”. Quando passa os briefings à equipa de Design, acompanha-a, ajudando os colegas a desenvolver os conceitos criativos que planeou. “Os posts são ferramentas de comunicação, tal como um outdoor ou um banner. [Mas] o contacto é muito mais direto. Temos feedback ao segundo e a possibilidade de conhecer a comunidade através da interatividade”, afirma. Depois, surge a fase de reporting, na qual é feita “uma análise extremamente analítica às plataformas de anunciante”. “Trabalhamos uma vertente de marketing digital de paid media. É perceber um bocadinho como pensar, segmentar, ser oportunos. E é esse o meu dia-a-dia”, esclarece.

O escsiano é o responsável por todo o processo de criação e monitorização de conteúdos das redes sociais dos seus clientes.
Fotografia: Gabcom (Serviço de Comunicação da ESCS)

Uma mais-valia para o mercado de trabalho

“O curso de RPCE é puxado e ninguém nos avisa disso”, diz o escsiano, com humor. Contudo, o jovem considera que a exigência do curso foi “uma mais-valia” quando começou a trabalhar, na medida em que sentiu uma “maior facilidade no ritmo de trabalho” em comparação com colegas com “um background académico mais teórico”. Da ESCS, destaca, ainda, os docentes que são, também, “mentores”. “Não há um pedestal onde o professor está. E isso, para mim, numa instituição, é crucial”, afirma.

João considera que o curso de RPCE é uma mais-valia, pela sua exigência e componente prática.
Fotografia: Gabcom (Serviço de Comunicação da ESCS)

Por fim, desafiámos João Afonso Parra a responder a uma espécie de Questionário de Proust:

Um objeto essencial para o teu dia-a-dia.
Os ténis. É um vício. A primeira coisa que eu reparo numa pessoa é a forma como está calçada. Para mim, a forma como eu estou calçado comunica e os ténis são cruciais para eu encarar um dia.

Uma cidade ou um país.
Tóquio. Vou ter oportunidade de conhecer a cidade daqui a pouco tempo.

Uma música ou uma banda.
Beyoncé. É a artista da minha vida.

Um filme ou um realizador.
Depende da fase. Esteticamente, o Wes Anderson. Um filme que me marca pela minha infância e pelos verões passados com o meu irmão em casa dos meus avós é o Monstros e Companhia.

Um livro ou em escritor.
Eu gosto muito do Valter Hugo Mãe. Uma banda desenhada que me espelha como pessoa é a Mafalda. Para mim, espelha aquilo que as crianças devem ser: jovens ativos, com atitude para se manifestarem.

Uma série.
Years and years.

Uma referência profissional.
A Cíntia Pereira (atualmente, na Deloitte Portugal), a Bárbara Leal Peixoto (The Hotel) e duas Joanas: a Teixeira (Fullsix Portugal) e a Carvalho (Sony Pictures Entertainment).

Quando for grande, quero ser.
Muito fiel a mim próprio. Nos próximos anos, quero voar e conhecer outras realidades.


Conheça aqui mais histórias de perfis de Relações Públicas e Comunicação Empresarial.

O post Comunicação irreverente aparece primeiro no ESCS.


Current track

Nome

Artist