A arte publicitária

Written by on Dezembro 7, 2018

A arte publicitária
Autor: Serviço de Comunicação da ESCS
Conteúdo retirado automaticamente da página institucional da Escola Superior de Comunicação Social
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Publicado: 07 dezembro 2018

PERFIL PM: GONÇALO MARTINHO

O escsiano Gonçalo Martinho é um premiado Diretor de Arte que se prepara, agora, para agarrar o seu maior desafio profissional: abraçar uma carreira além-fronteiras.

Durante a licenciatura em Publicidade e Marketing, Gonçalo Martinho conciliou o curso com atividades laborais. Desde que saiu da ESCS, tem vindo a afirmar-se como Diretor de Arte, em agências, como a FCB Lisboa e a KISS – The Agency, e em competições na área da Publicidade. Em janeiro, voa até Berlim para abraçar um novo desafio profissional.

Gonçalo Martinho é licenciado em Publicidade e Marketing.
Fotografia: Gabcom (Serviço de Comunicação da ESCS)

A melhor Escola

O escsiano considera o Prof. João Barros uma inspiração.
Fotografia: Gabcom (Serviço de Comunicação da ESCS)

Quando terminou o curso científico-humanístico de Ciências e Tecnologias, no Ensino Secundário, Gonçalo voltou “para trás” e ingressou no curso profissional de Comunicação, Marketing, Relações Públicas e Publicidade, da Magestil. “Logo no primeiro ano, percebi que adorava aquilo. Fui pesquisar a melhor escola para onde poderia ir [quando terminasse o curso] e percebi que era a ESCS e [a licenciatura em] Publicidade e Marketing”, explica.

O escsiano defende que as aulas da ESCS dão “uma excelente base de formação para quem vai entrar no mercado de trabalho”, destacando, especificamente, as do Prof. João Barros. “Foi, sem dúvida, uma grande inspiração para mim”, afirma. Após terminar a licenciatura, quando foi convidado para dar aulas na Magestil, o antigo estudante teve sempre o docente como uma referência pessoal.

Trabalho, estudos e vida boémia

No decorrer dos três anos de licenciatura, Gonçalo “trabalhava de dia, estudava à noite e ia às festas todas”, conta, divertido. No segundo semestre do primeiro ano, teve a oportunidade de realizar um estágio na Seiring Design (Alemanha). Já no segundo ano, integrou a equipa do departamento de marketing da Gelpeixe. Durante este período, aplicou no seu dia-a-dia laboral conhecimentos que adquiria na Escola e vice-versa. O escsiano recorda o caso específico da disciplina de Distribuição e Vendas, com o Prof. Manuel Batista, por se relacionar com a área em que estava a trabalhar. “As pessoas, quando estão no mercado de trabalho, muitas vezes, esquecem-se da parte teórica […] então, foi super útil”, explica.

Durante três anos, o escsiano conciliou a licenciatura com o trabalho.
Fotografia: Gabcom (Serviço de Comunicação da ESCS)

Gonçalo fez, ainda, parte da equipa de futsal ESCS 5, a primeira da Escola a ser campeã, e da AEESCS, no departamento de desporto. O antigo estudante confessa que tem pena de não ter conseguido participar nos restantes núcleos, devido à sua carga horária. Porém, destaca o “espírito de união que a Escola oferece, por ser uma instituição pequena”.

Progressão profissional

Quando terminou o curso, o escsiano decidiu dedicar-se à vertente que realmente lhe interessava: a Publicidade. Ingressou, por isso, num estágio, na LOLA MullenLowe, uma multinacional espanhola que tinha aberto sede em Lisboa. No final do estágio, apresentou o seu portefólio à FCB Lisboa, agência na qual trabalhou durante três anos, como Diretor de Arte. “Foi onde aprendi mais, fiz melhor trabalho e cresci como criativo”, esclarece.

Em abril deste ano, mudou-se para a KISS – The Agency, uma empresa independente. “Tinha estado em duas multinacionais e achava que era útil ter [este] registo”, explica. Paralelamente, voltou à Magestil, mas, desta vez, no papel de professor. “Foi das experiências mais enriquecedoras que já tive”, conta. Enquanto docente, procurou “retribuir aquilo que [lhe] deram” nas escolas por onde passou. “Acho que ser professor é das profissões mais bonitas (infelizmente, desvalorizadas) do mundo”, considera.

Em janeiro, Gonçalo dará início ao seu maior desafio profissional, em Berlim.
Fotografia: Gabcom (Serviço de Comunicação da ESCS)

Em janeiro de 2019, Gonçalo viaja até Berlim para abraçar “o maior desafio profissional” que teve até ao momento. Apesar de não querer entrar em pormenores, desvenda que irá “trabalhar duas marcas automóvel para o mercado europeu”, como Criativo e Diretor de Arte. Trabalhar no estrangeiro sempre foi uma ambição: “queria muito, antes dos 30, ir para fora e fazer uma carreira internacional”, conta. Aos 29 anos, dará o primeiro passo nesse sentido, esperando construir, a médio prazo, um percurso “que seja relevante”.

Competições

Enquanto criativo, o jovem já participou em diversas competições, nacionais e além-fronteiras, nas quais tem vindo a ser distinguido. Gonçalo defende que estes certames ajudam os criativos a “saber trabalhar sobre pressão”, devido aos “prazos apertados, com briefingscomplexos, que te obrigam a dar mais de ti”. Para além disso, existe a “pressão acrescida de saberes que o teu trabalho vai ser avaliado pelos melhores”. O escsiano destaca, ainda, o facto de poder conhecer pessoas da sua área, fazer contactos e partilhar experiências. “Importa a perceção que o mercado tem de ti. E ganhares ou ires ficando no pódio só traz mais-valias”, completa.

Em 2016, Gonçalo venceu o II Concurso Criativos Sub28, com a colega Roberta Batista.
Fotografia gentilmente cedida por Gonçalo Martinho

Gonçalo destaca a vitória no II Concurso Criativos Sub28 (2016), com o trabalho “Há conversas mais fáceis”, e as duas shortlists no festival internacional Cannes Lions, com equipas da FCB Lisboa. Em 2017, o projeto “The Furmacy” foi nomeado na categoria de Health & Wellness, e, em 2018, o outdoor “Che by Guevara” competiu em Industry Craft.

Projetos paralelos

A par do emprego e das competições, Gonçalo desenvolve projetos pessoais ligados à Publicidade. Em 2017, criou o ABC Publicidade, um trabalho que juntou 26 criativos para explicar conceitos ligados à área.  Em janeiro de 2019, prepara-se para lançar o podcast“Dois gajos a falar de anúncios”, em parceria com o colega António Neto, que, para além de partilhar consigo o projeto, formará, também, a sua dupla em Berlim. No formato, entrevistarão profissionais da área da Comunicação, com maior foco na vertente de Publicidade.

Em 2017, o escsiano criou o projeto ABC Publicidade.
Imagem gentilmente cedida por Gonçalo Martinho

Escola de relevo

Da ESCS, Gonçalo leva “uma boa base de conhecimentos” úteis para o trabalho que desempenha no dia-a-dia. “Quando queres executar e fazer, tens de ter uma base. Senão, não vai dar certo, ou vais ter o dobro do esforço para que dê”, afirma.

Por outro lado, para além de “uns quantos amigos” que sabe que o “vão acompanhar para a vida”, o antigo estudante criou, também, uma rede de contactos, defendendo que, por vezes, as pessoas tendem a esquecer a “experiência social”, que poderá ser útil no futuro. “Acho que há um escsiano debaixo de cada pedra. E isso mostra a relevância da Escola”, defende.

O jovem leva da ESCS uma boa base de conhecimentos e contactos.
Fotografia: Gabcom (Serviço de Comunicação da ESCS)

Por fim, desafiámos Gonçalo Martinho a responder a uma espécie de Questionário de Proust:

Um objeto essencial para o teu dia-a-dia.
O meu passe.

Uma música ou uma banda.
A minha banda favorita são os Radiohead, mas ando a ouvir muito Hip Hop, ultimamente.

Um filme ou um realizador.
O Padrinho, de Francis FordCoppola, e Good Fella, de MartinScorsese. Mas eu acho que quem não gosta do Toy Storye do Rei Leãonão é filho de boa gente.

Um livro ou um escritor.
Gostei muito de ler o Caim, de JoséSaramago, mas adoro o José Luís Peixoto.

Uma série.
Madmen.

Um programa de televisão.
Governo Sombra.

Uma rede social.
Instagram.

A preto e branco ou a cores.
Na vida, a cores. No Instagram, a preto e branco.

Um conteúdo que tenhas produzido.
ABC Publicidade. Mas acho que o podcast[“Dois gajos a falar de anúncios”] vai ser melhor.

Uma referência profissional.
Tenho várias. David Droga e Chacho Puebla, que são, para mim, suprassumos [da Publicidade]. Adorava, um dia, ter metade da carreira que eles têm. Uma referência profissional mais próxima, o Eduardo Tavares. Foi o meu mestre, com quem eu aprendi quase tudo o que sei.

Quando for grande, quero ser.
Eu, em versão 2.0.


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