Taiwan dá passo histórico: é o primeiro país asiático a legalizar o casamento entre pessoas do mesmo sexo

Written by on Maio 26, 2019

Taiwan dá passo histórico: é o primeiro país asiático a legalizar o casamento entre pessoas do mesmo sexo
Autor: ESCS Magazine
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O parlamento de Taiwan, em Taipei, aprovou, esta sexta-feira, a legalização do casamento entre pessoas do mesmo sexo. Tal feito histórico deu-se porque a ala conservadora do parlamento acabou por votar a favor da mudança de lei. O projecto lei entrará em vigor dia 24 de Maio.

Desde Novembro do ano passado que se seguiam referendos sobre o tema, onde os eleitores afirmavam não sentir diferença entre um casamento homossexual e um heterossexual.

A presidente de Taiwai, sendo também a primeira mulher a ocupar o cargo, Tsai Ing-wen, cujo partido detém a maioria no parlamento, afirmou antes da votação: “Hoje, temos a oportunidade de fazer história e mostrar ao mundo que os valores progressistas podem criar raízes numa sociedade do leste asiático. Hoje, podemos mostrar ao mundo que o amor vence”.

Desta vez, milhares de pessoas, a favor dos direitos homossexuais, permaneceram do lado de fora do parlamento, em Taipei, à espera de saberem o resultado das votações. Nem mesmo os fortes aguaceiros os impediram de esperar e celebrar. Entoavam cânticos como “primeiro da Ásia”.

O novo projeto de lei vai incluir direitos de adoção por casais do mesmo sexo, porém os direitos são ainda limitados. Mas as pessoas mantém-se optimistas e declaram que, apesar de pequeno, é um passo na direção certa.

Todavia, esta lei não pode ser aplicada a casamentos com imigrantes cujos países de origem não tenham ainda legalizado o casamento homossexual.

A presidente de Taiwan reconheceu que a questão foi decisiva, mas afirmou, num post no Facebook, que a lei aprovada pelo parlamento era a única opção para respeitar tanto a decisão do tribunal quanto a do referendo.

Note-se que a aprovação desta lei pode ser um entrave à sua reeleição, uma vez que as maiores críticas ao seu governo são as próprias reformas, consideradas ainda demasiado radicais, incluindo a de igualdade de direitos de acesso ao casamento.

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Fonte: SAM YEH/ AFP/GETTY IMAGES


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