Saúde: biossensor criado por cientista português deteta vírus da dengue

Written by on Abril 20, 2019

Saúde: biossensor criado por cientista português deteta vírus da dengue
Autor: ESCS Magazine
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Investigador português no Reino Unido está a desenvolver um sensor de baixo custo que diagnostique precocemente o vírus da dengue. A doença afeta 390 milhões de pessoas mundialmente.

Na Universidade de Bath, no Reino Unido, está a ser criado um aparelho com sensores que detetam o vírus da dengue.  A investigação é coordenada pelo investigador português Paulo Rocha, que pretende criar um sensor de baixo custo que consiga detetar eficazmente o vírus na sua fase inicial. Este novo dispositivo pode vir a ser essencial para os países subdesenvolvidos, onde o vírus tem muita incidência.

O projeto de investigação de Paulo Rocha, professor e investigador do departamento de Engenharia Elétrica e Eletrónica da Universidade de Bath,tem o objetivo de “desenvolver um biossensor integrado para descodificar o papel da proteína NS1 no desenvolvimento da febre do dengue”.O NS1 é uma proteína produzida pelo vírus da dengue,através da qual se consegue, muitas vezes, diagnosticar esta doença.

Este biossensor quadrangular de três centímetros pretende descodificar qual o papel que a proteína NS1 tem na febre da dengue e identificá-la antes de o vírus se desenvolver. “Se conseguirmos detetar o vírus da dengue antecipadamente, conseguimos finalmente tratar eficazmente os sintomas e impedir o vírus de progredir para uma infeção mais séria”, acrescenta Paulo Rocha num comunicado da Universidade de Bath sobre o projeto.

O dengue é uma doençaque se transmite pela picada do mosquito Aedesaegypti. Estes mosquitos são mais comuns nas regiões tropicais e subtropicais do mundo e preferem temperaturas mais elevadas. Uma pessoa infetada tem sintomas como febre, dores musculares e, o caso mais grave e potencialmente fatal, a febre hemorrágica do dengue. 

A infeção é transmitida através da picada destes mosquitos que contém o vírus, não havendo transmissão de pessoa para pessoa. Isto é, mosquito pica uma pessoa portadora do vírus e transmite-o a outra quando a pica. Estima-se que, anualmente, haja 390 milhões de pessoas infetadas em todo o mundo, o que resulta em cerca de 25.000 mortes por ano, a nível mundial.

Artigo revisto por: Ana Margarida Patinho

Captura de Ecrã (20).pngFonte: Público| Universidade de Bath Captura de Ecrã (21).png Fonte: Público| Universidade de Bath


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