Marcelo Rebelo de Sousa explica a sua ida ao Bairro da Jamaica na estreia do programa Circulatura do Quadrado

Written by on Março 10, 2019

Marcelo Rebelo de Sousa explica a sua ida ao Bairro da Jamaica na estreia do programa Circulatura do Quadrado
Autor: ESCS Magazine
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Na passada quinta-feira à noite, dia 7 de fevereiro, estreou, na TVI 24 e com transmissão em directo para a TSF, o programa Circulatura do Quadrado, moderado por Carlos Andrade e com a fiel participação de Pacheco Pereira, Lobo Xavier e Jorge Coelho.  O primeiro programa realizou-se no Palácio de Belém, com a presença do Presidente da República.

O programa, por um lado, muda de casa, pois passa a ser transmitido pela TVI 24. Por outro, é como um regressar ao berço que o viu nascer: a TSF.

Vários foram os assuntos discutidos com o presidente, entre os quais, evidentemente, a sua ida ao Bairro da Jamaica, no Seixal.

O presidente afirma que o que aconteceu na Jamaica ‘’era uma realidade previsível’’, pois ‘’os populismos alimentam-se de crises económicas, da atenção à corrupção, de segurança, e de clivagens entre outras etnias’’. Afirma que o que aconteceu teve uma dimensão pequena, mas que ‘’surgiram realidades que radicalizaram o que ali se tinha passado, que empolavam para um conflito racial grave, ligado a questões de segurança, em Portugal, neste momento”. Refere, ainda, que “era uma situação com eco cá dentro e lá fora’’ e que a quis conter.

Marcelo Rebelo de Sousa encontrava-se no Panamá quando se deu o sucedido, mas explica que teve intenções imediatas de ir ao bairro assim que tivesse oportunidade e após delinear exactamente o seu plano de acção para a visita.

Quando lá esteve não se falou do incidente, mas sim das condições sociais; de alojamento; da escolaridade; da convivência entre as comunidades africana e cigana.

Relativamente ao que se tem especulado face à posição do presidente (ou falta dela) no que diz respeito às forças policiais, este afirma que: “Eu vou estando com a polícia, não preciso de o dizer. Sei bem o que é ser polícia, é muito difícil (…). Não se pode ignorar o papel fundamental das forças de segurança. Sem elas, não há democracia”.

Artigo revisto por Ana Roquete


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