“Encarcerados” na estrada para a Wrestlemania

Written by on Março 21, 2019

“Encarcerados” na estrada para a Wrestlemania
Autor: ESCS Magazine
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A meio da caminhada para o maior evento de wrestling do ano, a Wrestlemania 35, a WWE apresentou um dos seus espetáculos mais icónicos: o Elimination Chamber.

O evento decorreu no dia 17 de fevereiro, no Toyota Center em Houston, Texas, tendo sido também assistido por milhões de espectadores graças à transmissão da WWE Network. O Elimination Chamber de 2019 teve em áurea diferente à sua volta devido a um combate dentro da estrutura que iria contar com a participação de seis equipas de mulheres. Uma destas equipas iria ser coroada com os títulos de duplas femininas.

Antes dos combates do cartaz principal terem ínicio, aconteceu, durante o Kickoff Show, um combate em que o campeão Cruiserweight, Buddy Murphy, iria colocar o seu título em jogo contra o candidato principal, Akira Tozawa. À semelhança de pay-per-views anteriores, este título voltou a ser defendido no Kickoff. Tozawa bem se esforçou, mas parece uma tarefa impossível alguém bater Murphy quando este defende o título. O australiano esteve prestes a desistir, numa submissão aplicada por Akira Tozawa, mas quando conseguiu reverter aplicou o seu finalizador e venceu o combate. Fica por saber qual será o próximo desafio a superar por Murphy nesta estrada rumo à Wrestlemania.

O cronómetro chegou ao fim e era tempo de iniciar oficialmente o penúltimo capítulo antes do maior evento do ano. Não havia melhor forma de começar o PPV do que  fazer história com um dos combates que teve lugar dentro da Câmera de Eliminação e que iria determinar quem seriam as primeiras duas mulheres a levantar os títulos de duplas femininos da WWE. O embate contou com três duplas do Raw: Sasha Banks e Bailey; Nia Jax e Tamina; Liv Morgan e Sarah Logan e três duplas do SmackDown Live: Naomi e Carmella; Peyton Royce e Billie Kay; Mandy Rose e Sonya Deville. Contra a maioria dos prognósticos, a equipa de Tamina e Nia Jax (a equipa mais pesada) não conseguiu resistir à eliminação. Apesar desta grande ameaça ao rótulo de campeãs, terem eliminado duas das seis equipas em prova mostrou-se insuficiente quando Nia se imobilizou ao chocar contra uma das boxes. Bailey aproveitou a inoperância de um dos elementos da dupla e deixou-se a si e a Sasha a disputar o prémio com as ex-Absolution, Mandy Rose e Sonya Deville. Foi intenso até ao fim e estas quatro mulheres justificaram (se dúvidas existissem) a aposta na divisão feminina e na criação de outro título feminino na empresa. Para a história ficam os nomes de Sasha Banks e de Bayley como as estreantes campeãs de duplas da WWE, mas devemos ter em consideração que esta conquista é fruto do trabalho desenvolvido nos últimos anos por todas as mulheres envolvidas no projeto da Revolução feminina da WWE. Esta vitória reafirma que a utilização de talento feminino deixou de ser visto como uma atração para o público masculino.

Os campeões Shane McMahon e The Miz defenderam os títulos contra os irmãos Uso, nesta que foi a primeira defesa dos cinturões depois de os terem ganho, derrotando a equipa de Sheamus e Cesaro no Royal Rumble. Foi um combate bastante competitivo, com todos os elementos envolvidos no combate a mostrarem bons apontamentos. A ocasião mais marcante terá sido quando o filho de Vince McMahon saltou da terceira corda para cima de um dos Uso que se encontrava em cima da mesa de comentários, que acabaria por ceder. Quando The Miz aplicou o seu finalizador e partiu para os assentamento, nada deixava prever o desfecho que o combate iria ter: Jimmy Uso acabou por inverter o assentamento e o árbitro contou até três. Os Usos são, com esta vitória, campeões de tag team  pela sexta vez. Foi um curto reinado para a autointitulada “Melhor equipa do mundo”.

O prestigiado título Intercontinental foi defendido de um modo pouco comum neste pay-per-view. Finn Ballor teve de enfrentar a equipa formada por Lio Rush e pelo campeão Bobby Lashley. De facto, o título mudou de mãos e o irlandês Finn Ballor nem sequer derrotou, em ringue, o campeão. Depois de uma boa sequência e com o campeão fora do ringue, Ballor conseguiu partir para o assentamento em cima do parceiro, Lio Rush. Ballor, que não vencia um combate por um título desde 2016, era o terceiro novo campeão no Elimination Chamber.

No seguimento estava outro combate por um título feminino. Desta vez seria Ronda Rousey a defender o título feminino do Raw, frente à líder da Riott Squad, Ruby Riott. A campeã dominou desde o início e a defesa do título revelou-se efémera. Quando Ronda celebrava a sua vitória, a sua adversária pelo título que carrega à cintura na Wrestlemania, Charlotte Flair, que esteve do lado de fora do ringue, dirigiu-se ao ringue para enfrentar a vitoriosa. Mas o que tornou este momento num dos grandes momentos da noite foi a aparição da lesionada Becky Lynch. A vencedora do combate Royal Rumble, que foi suspensa durante 60 dias por Vince McMahon por mau comportamento, entrou no ringue e agrediu com a sua canadiana Charlotte. Tornou-se indiscutivelmente num dos momentos mais agressivos e icónicos da noite.  A campeã acabou por ser a outra vítima do ataque da “The Man”, Becky Lynch. Os seguranças agiram e impossibilitaram a irlandesa de causar mais danos, mas a última imagem que ficou foi o sádico sorriso de Becky Lynch. Ainda há muito para desvendar no que diz respeito a esta história que envolve três das melhores lutadoras da empresa, mas a verdade é que o destino desta rivalidade é um dos assuntos que mais tem intrigado e estimulado o Universo da WWE.

WE PhotoCharlotte sofre com o ataque de Becky Lynch enquanto a campeã observa. Fonte:WWE

Antes do main event houve tempo para um combate sem-desqualificações entre o “Monstro entre os homens”, Braun Strowman, e o ex-manager geral do Monday Night Raw, Baron Corbin. O combate contou com as interferências de Drew McIntyre e de Bobby Lashely que, em auxilio a Corbin, conseguiram imobilizar a força do gigante, Braun Strowman. Este nada pôde fazer e o vencedor do combate foi mesmo Baron Corbin. Resta saber qual será o futuro destes três aliados que tencionam dominar as noites de segunda-feira.

O último combate da noite foi pelo título da WWE. O “novo” Daniel Bryan defendeu o título contra cinco oponentes: Jeff Hardy; Samoa Joe; AJ Styles; Kofi Kingston (que substituiu o lesionado Mustafa Ali) e Randy Orton.

Samoa Joe foi o primeiro a ser eliminado e Jeff Hardy seguiu o trajeto do samoano. Um dos episódios que aconteceu dentro da Câmera de Eliminação foi protagonizado por aquele que foi, em tempos, o campeão mundial mais jovem da empresa, Randy Orton, e pelo fenomenal AJ Styles. Orton aplicou o seu famoso RKO no antigo campeão da WWE, acabando por o retirar da rota do título. Este momento deu força aos muitos fãs que acreditam que os destinos destes dois competidores se irá cruzar no Palco dos Imortais, em Abril.

WE PhotoKofi e Bryan foram os últimos resistentes neste combate brutal. Fonte:WWE

Depois do sucedido na terça-feira que antecedeu o evento, muitos acreditavam que seria Kofi Kingston o homem que venceria o combate. O membro dos The New Day foi o lutador mais apoiado na arena e a resiliência demonstrada pelo mesmo fez sonhar até mesmo quem nunca depositou esperanças no lutador de 37 anos. O campeão parecia desesperado, pois Kofi tardou a render-se. Mas quando todas as estrelas se alinharam pelo Universo para que surgisse um quarto novo campeão no show, Daniel Bryan surpreende tudo e todos e consegue alcançar aquilo que era mais árduo: reter o título. Um combate recheado de fatores que fazem os amantes de sports enterteinment pagar o bilhete do show: agressividade, drama e imprevisibilidade.

Menos uma paragem nesta viagem rumo ao Metlife Stadium (palco da Wreatelamnia este ano) e muitas questões estão em aberto sobre o futuro de algumas Superstars. Os próximos capítulos do RAW e do SmackDown Live serão úteis para acompanhar o desenrolar das rivalidades que irão colapsar dia 7 de Abril.

Próxima paragem: WWE FASTLANE.

Fonte fotografia “thumbnail”: Site oficial WWE

Artigo Revisto por: Ângela Cardoso


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