American Animals: realidade ou ficção?

Written by on Outubro 21, 2018

American Animals: realidade ou ficção?
Autor: ESCS Magazine
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Um filme que é ao mesmo tempo um documentário. Uma ficção que é constantemente invadida pela realidade. “Este não é um filme baseado numa história verídica. Esta é a história verdadeira.” Confuso? Sim, por vezes. Mas é fácil apanhar o fio à meada.

Spencer (Barry Keoghan) encontra-se numa fase da vida demasiado estagnada. É um estudante universitário que procura o sentido da vida através da arte, mas que não o encontra. Perde-se, então, na melancolia que sente ao entender que afinal não é assim tão especial como sempre lhe disseram que era. Warren (Evan Peters), amigo de longa data de Spencer, é a encarnação do típico jovem que vive sedento de aventura e emoção. A combinação entre os dois é perfeita. Warren traz à vida de Spencer a alegria que ele tanto procura. Spencer alerta Warren para as consequências dos seus atos, apesar de ambos rapidamente as esquecerem.

Numa visita à biblioteca da universidade, Spencer encontra o livro “Birds of America”, de John James Audubo, avaliado em milhões de euros, e apaixona-se. É então que lhe ocorre a ideia de roubar este e outros livros valiosos que se encontravam na biblioteca, guardados por apenas uma bibliotecária. Warren não hesitou em aceitar o convite para o crime e depressa começam a desenhar em conjunto um plano para executar o assalto, ao qual se vão juntar mais duas personagens: Eric e Chas. A motivação era a mesma para todos: alcançar a fortuna de uma forma rápida e genial, enquanto encontravam significado para as suas vidas. Afinal, não existem crimes sem vítimas. Mas será que existem segundas oportunidades?

A história não é muito diferente de outras que já se estrearam nas salas de cinema. No entanto, este é um dos filmes mais originais da história do género. Porquê? Porque, enquanto assistimos ao desenrolar da história, somos confrontados com a realidade do presente através do testemunho das personagens reais que planearam o assalto. O relato, em tempo real, das próprias pessoas que estiveram envolvidas na história e até a contracenação entre o passado eo presente, dá ao espectador a sensação de que a história se está a desenrolar ali mesmo à frente dos seus olhos. Esta escolha do realizador Bart Layton permite contrastar a emoção sentida na época com o arrependimento que, mais tarde, veio a assombrar os assaltantes. Este magnífico enredo e a criatividade do realizador são ainda complementados com a excelente prestação dos atores, que demonstraram sentimentos como o medo e a euforia da forma mais pura possível. Infelizmente, e apesar de já ter estreado a 13 de setembro em Portugal, o filme tem passado um pouco despercebido aos amantes de cinema por todo o mundo.

No fundo, este é um filme que nos prende tanto pela originalidade do realizador como  pelo suspense que nos acompanha por toda a trama, retirando-nos a capacidade de adivinhar o final devido às constantes reviravoltas do filme.

Trailer:

Artigo corrigido por: Ângela Cardoso


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